sábado, 25 de julho de 2009

meu amor, meu amante

Meu amor, meu amante

Chorei na última vez que estive nos teus braços.
Chorei perdidamente, chorei com medo de te perder, chorei com medo de não te ter.


E que tenho eu de ti?
Umas horas por semana, quando nos encontramos numa cama.
Uns telefonemas rápidos e sempre a medo.
Umas mensagens no telemóvel a horas impróprias.
Uma flor que tu me trazes, por vezes...


Há meses que é assim a minha vida.
Horas e horas à espera que tenhas um momento livre.
Horas de tristeza, quando sei que estás com a tua família.
Horas de angústia, quando sei que estás com ela.
Horas de felicidade, quando olho nos teus olhos e me abraças...


Como é difícil não estar todos os dias ao teu lado!
Não poder partilhar contigo a vida.
Não poder ouvir os teus desabafos, nem tu os meus.
Não poder passear de mão dada contigo ao pôr-do-sol.
Não poder acordar ao teu lado, para um novo dia.


Eu sei que me amas.
Para ti não sou apenas um corpo, um objecto de prazer.
Sei o quanto te dói não poderes dar-me mais, estares ao meu lado em tantos momentos...
Fizeste a tua escolha: escolheste a tua família, a tua estabilidade.
Alguma vez serias capaz de atirar tudo ao ar para ficares comigo?
Alguma vez o amor que por mim sentes será mais forte?


Eu também fiz a minha escolha: escolhi-te a ti, escolhi o nosso amor...



Apenas uma nota que quero acrescentar, talvez um recado a alguém (que nem vai ler isto agora, por estar de férias): nem tudo aquilo que escrevemos é a nossa realidade. Por vezes são ideias, são vidas que se cruzam com a nossa, são invenções, são desejos...

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Esta realidade poderia ser a minha? Sem dúvida que sim...

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